Vez ou outra é noticiado pela mídia caminhões e caminhões abarrotados de pirataria que são apreendidos em diversas e bem sucedidas operações policiais. Em uma destas apreensões, segundo os dados fornecidos pelo ministério da justiça, foram apreendidas em São Paulo na Rua 25 de março, aproximadamente 300 toneladas de produtos isto em apenas uma das apreensões, mas durante o ano são diversas apreensões como esta realizadas em todo país; são caixas e mais caixas de CDs, brinquedos, cigarros,roupas e outros produtos que passam isentos de impostos. Para mídia isto é um “prato cheio” principalmente na ênfase que atribui aos pobres trabalhadores de fim de linha que apenas repassam o produto, ou então até mesmo aos fabricantes falsificadores e até então tudo bem se fosse só eles que tivessem culpa os culpados desse processo.
Se num lado da moeda temos empresários e governo que perdem milhões de reais com a pirataria, do lado mais fraco da sociedade não é diferente. Segundo Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério e Presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, no Brasil perdem-se 2 milhões de empregos por causa da pirataria. Enquanto os vendedores ambulantes reclamam não conseguir se regularizar no trabalho, R$ 30 bilhões em impostos deixam de ser revertidos em escolas, hospitais melhores salários e obras de todo tipo para a sociedade.
Culpar os piratas por todo este mecanismo circular autodestrutivo é muito comum e em parte proveniente do sensacionalismo midiático. Para quem ouve, é melhor ouvir que alguém está pirateando do que ouvir que “eu” estou comprando e financiando a pirataria.
Pasmem os leitores, mas dados de uma pesquisa realizada pela Fecomercio do Rio de Janeiro revelam que 70 milhões de brasileiros consomem produtos falsificados, o que atesta com ainda mais exatidão; é muito fácil aos “cidadãos de bem” ficarem irados pelos prejuízos que os piratas causam aos cofres públicos, do que parar de comprar produtos baratos e financiar esta rede de micro corrupção que alimenta os bolsos dos piratas, do mau funcionalismo publico e que deixa desempregados mais de 2 milhões de pessoas.
Portanto, chega de colocar o sobrepeso da culpa nos piratas, está na hora de cobrar do governo menores impostos, parar de reclamar que os órgãos públicos não funcionam, parar de comprar produtos pirateados e com isso pagar o salário aos piratas ou então se nenhuma das alternativas servir, declarar-se logo parceiro da pirataria.

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